A decisão por pênaltis na decisão do Carioca de 2009, no Maracanã, contra o Botafogo, deixou o torcedor rubro-negro de cabelo em pé até o último segundo da trilogia de títulos estaduais concluída neste domingo. No entanto, os rubro-negros mais antigos já devem ter se acostumado com fortes emoções quando o assunto é dose tripla de títulos: em três dos cinco tris da história do Flamengo a consagração aconteceu nos minutos finais do terceiro jogo.Responsável pelo primeiro tricampeonato do clube, o atacante argentino Agustín Valido escreveu seu nome na história aos 44 minutos do segundo tempo da decisão contra o Vasco pelo Carioca de 1944. Debilitado fisicamente e de volta aos gramados após já ter até anunciado sua aposentadoria, o hermano foi responsável pelo gol que garantiu ao Flamengo o primeiro tri, conquistado em 42/43/44. Cinquenta e sete anos depois mais um gringo deixou o gramado como herói rubro-negro em uma decisão de tri: Dejan Petkovic. Aos 43 minutos do segundo tempo da final do Estadual de 2001, novamente contra o Vasco, o meia sérvio marcou aquele que viria a ser considerado um dos gols mais lendários da história do Flamengo. Vencendo o rival por 2 a 1, o Rubro-Negro precisava de mais um gol para confirmar a trinca sobre os vascaínos em decisões. E o lance salvador aconteceu em um dos últimos momentos da partida, quando o camisa 10 cobrou com perfeição uma falta sofrida por seu desafeto Edílson, colocou o 3 a 1 no placar, e correu para cair no chão e subir no conceito com os torcedores. Desta vez, porém, o herói do tri não foi um meia nem um atacante que marcaram gols decisivos, mas sim um goleiro, responsável por evitá-los: Bruno. Com as defesas dos pênaltis de Victor Simões, no tempo normal, Juninho e Leandro Guerreiro, o goleiro colocou seu nome na história do clube, que superou o Fluminense e agora tem a hegemonia de títulos no futebol estadual: 31 a 30. Como se não bastasse a dose de tensão nos jogos decisivos, outros lances marcantes entraram para a história em campanhas de tri. Se a segunda conquista, em 1955, foi a mais fácil, o tri seguinte teve início com um gol de Rondinelli, na decisão do Estadual de 78, que para muitos deu início à Era Zico. O quarto tri não teve somente o gol mágico de Petkovic, mas também a falta colocada no cantinho por Rodrigo Mendes, em 1999, que abriu o caminho para a conquista. No último tri a dose final de pênaltis foi repetida. Em 2007, o filme da decisão foi o mesmo, com empates por 2 a 2 nas partidas, Juninho desperdiçando cobranças e Bruno saindo como herói.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Flamengo e tricampeonato: promessa de emoção até o último minuto
A decisão por pênaltis na decisão do Carioca de 2009, no Maracanã, contra o Botafogo, deixou o torcedor rubro-negro de cabelo em pé até o último segundo da trilogia de títulos estaduais concluída neste domingo. No entanto, os rubro-negros mais antigos já devem ter se acostumado com fortes emoções quando o assunto é dose tripla de títulos: em três dos cinco tris da história do Flamengo a consagração aconteceu nos minutos finais do terceiro jogo.Responsável pelo primeiro tricampeonato do clube, o atacante argentino Agustín Valido escreveu seu nome na história aos 44 minutos do segundo tempo da decisão contra o Vasco pelo Carioca de 1944. Debilitado fisicamente e de volta aos gramados após já ter até anunciado sua aposentadoria, o hermano foi responsável pelo gol que garantiu ao Flamengo o primeiro tri, conquistado em 42/43/44. Cinquenta e sete anos depois mais um gringo deixou o gramado como herói rubro-negro em uma decisão de tri: Dejan Petkovic. Aos 43 minutos do segundo tempo da final do Estadual de 2001, novamente contra o Vasco, o meia sérvio marcou aquele que viria a ser considerado um dos gols mais lendários da história do Flamengo. Vencendo o rival por 2 a 1, o Rubro-Negro precisava de mais um gol para confirmar a trinca sobre os vascaínos em decisões. E o lance salvador aconteceu em um dos últimos momentos da partida, quando o camisa 10 cobrou com perfeição uma falta sofrida por seu desafeto Edílson, colocou o 3 a 1 no placar, e correu para cair no chão e subir no conceito com os torcedores. Desta vez, porém, o herói do tri não foi um meia nem um atacante que marcaram gols decisivos, mas sim um goleiro, responsável por evitá-los: Bruno. Com as defesas dos pênaltis de Victor Simões, no tempo normal, Juninho e Leandro Guerreiro, o goleiro colocou seu nome na história do clube, que superou o Fluminense e agora tem a hegemonia de títulos no futebol estadual: 31 a 30. Como se não bastasse a dose de tensão nos jogos decisivos, outros lances marcantes entraram para a história em campanhas de tri. Se a segunda conquista, em 1955, foi a mais fácil, o tri seguinte teve início com um gol de Rondinelli, na decisão do Estadual de 78, que para muitos deu início à Era Zico. O quarto tri não teve somente o gol mágico de Petkovic, mas também a falta colocada no cantinho por Rodrigo Mendes, em 1999, que abriu o caminho para a conquista. No último tri a dose final de pênaltis foi repetida. Em 2007, o filme da decisão foi o mesmo, com empates por 2 a 2 nas partidas, Juninho desperdiçando cobranças e Bruno saindo como herói.
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